Economia em queda de até 6,5%

A economia brasileira não tem apresentado sinais de crescimento nos dias atuais. O país já estava com sua economia em queda e, com a chegada do novo Coronavírus, o cenário acabou se agravando.

No post de hoje, nós iremos mostrar os principais reflexos  da pandemia na economia do Brasil.

Queda do PIB

Segundo os dados divulgados pelo Boletim Focus, do Banco Central, a previsão econômica para 2020 é de queda de 6,5% no Produto Interno Bruto (PIB). A estimativa compõe também a projeção dos principais indicadores econômicos brasileiros.

A queda no PIB é, principalmente, um reflexo causado pela crise do coronavírus. Na previsão do mercado financeiro, uma melhora na economia só viria a acontecer em meados de 2021. O crescimento esperado para o próximo ano seria de 3,5% em relação a 2020.

Estimativas para os índices da inflação

A projeção de 1,63% para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo IPCA não sofreu nenhuma alteração. O índice é determinado por meio de consulta feita pelo Banco Central a instituições financeiras.

A estimativa divulgada não está dentro dos parâmetros considerados ideais pelo Banco Central, estando abaixo do piso da meta inflacionária. A meta, por sua vez, era de 4%, tendo o limite inferior a 2,5% e o limite de teto a 5,5%.

As estimativas para os próximos anos também foram divulgadas. Para 2021, a estimativa permanece em 3%, para 2022, a estimativa sobe para 3,5% e, por fim, em 2023, a estimativa foi de 3,5% para 3,42%.

Previsão para a Selic

A previsão para a taxa Selic para o fim do ano é de que ela seja mantida a 2%. Geralmente, com a redução da Selic o crédito fica mais barato, havendo, por consequência, incentivo à produção e ao consumo, facilitando o controle da inflação e no estímulo de atividades econômicas.

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As previsões dos próximos anos também foram feitas. Para 2021, espera-se uma taxa de 3% ao ano, já para o final de 2022, espera-se 5% e, para 2023, a expectativa é de 6% de juros ao ano.

A alta histórica do dólar

Apesar de suas altas históricas durante o início de 2020, em que chegou a custar quase R$ 5,90, o dólar não deve crescer muito até o final do ano. A previsão mercadológica é de que a moeda feche o ano com o valor aproximado de R$ 5,20.

Valores abaixo dos R$ 5 não apareceram em nenhuma estimativa para este ano. De acordo com a previsão do mercado, espera-se que o dólar atinge tal valor somente no final de 2021. Valores menores do que esses não apareceram em nenhuma das previsões do mercado financeiro.

Aumento nas taxas de desemprego

Outro reflexo da queda na economia está no aumento do número de desempregados. Em projeção realizada pelo Banco Santander Brasil, estima-se um possível aumento de 2,5 milhões no número de desempregados, havendo uma elevação de 1,5 milhões a mais na média.

O aumento desse número traz consigo algumas mudanças sociais. O comportamento em relação a consumo e investimentos se torna mais cauteloso e, portanto, oferta e demando acabam tendo níveis menores.

Redução da captação da poupança

A atual queda na economia brasileira fez com que a caderneta poupança voltasse a mostrar bons resultados no mês de junho. O resultado da aplicação financeira mais tradicional do país é o maior registrado para o mês desde 1995.

De acordo com o Banco Central, os investidores depositaram R$ 20,53 bilhões a mais do que retiraram da poupança.

A captação liquida sofreu queda em relação ao mês de maio, quando atingiu recorde de R$ 37,2 bilhões para todos os meses. Ainda assim, o total de depósitos registrados em junho é o maior desde 1995.

Queda na produção e emplacamento de veículos

Outro reflexo da queda econômica causada pela pandemia do novo coronavírus está na produção de veículos automotivos. Os dados divulgados no dia 6 de julho pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) indicaram queda de 50,5% na produção durante o primeiro semestre do ano.

No primeiro semestre foram produzidos um total de 729,5 mil veículos. A produção do mês de junho foi de 129,1% maior do que a do mês de maio, porém foi 57,7% menor que a de junho do ano passado.

De acordo com os resultados obtidos até o momento, a Anfavea estima que serão produzido, aproximadamente, 1,63 milhões de carros até o final do ano. Os dados divulgados pela Anfavea consideraram os veículos comerciais leves, caminhões e ônibus.

Houve também uma queda considerável no emplacamento de veículos durante os seis primeiros meses de 2020. De acordo com a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), 1.225.663 veículos foram emplacados no primeiro semestre do ano. Comparado ao número de emplacamentos em 2019, que foi de 1.918.977 veículos, houve uma queda de 36.13%.

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