O Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies) é um programa de financiamento estudantil criado pelo Governo Federal em 1999. Trata-se de um financiamento destinado aos estudantes de baixa renda, que não possuam condições para pagar as mensalidades de uma faculdade privada. O Fies é o sucessor de outro programa com a mesma finalidade, o Creduc.

A inscrição para o financiamento é gratuita, mas existem algumas condições para conseguir o financiamento, como ter uma renda familiar menor que cinco salários.

No artigo de hoje, para orientar aqueles que possuem interesse no financiamento, explicaremos como o FIES funciona, além de mostrar o requisitos mínimos pra solicitá-lo e alguns cuidados que devem ser tomados com o financiamento.

Como o Fies funciona?

O Fies é um programa de financiamento estudantil público, regulado pelo Ministério da Educação (MEC). As inscrições são abertas duas vezes ao ano, no início de cada semestre. Portanto, fique atento para não perder nenhuma data!

Se o estudante cumprir todas as condições e for selecionado, ele terá direito ao financiamento do Governo Federal. Ao terminar o curso, o universitário deverá pagar o valor do financiamento, sendo que o estudante tem até 14 anos para quitar a dívida.

O Fies possui duas etapas, a primeira ocorre ao longo do curso. Enquanto o estudante estiver na graduação, ele precisará pagar um valor referente aos encargos operacionais, além de ter que pagar os custos com o seguro de vida.

A segunda etapa começa quando o estudante termina o curso, é a fase da carência e amortização. O período de carência deixou de valer desde o ano de 2018. Isso significa que o aluno não tem um prazo para começar a pagar, ele termina o curso já começa a pagar as parcelas.

Em 2018, o financiamento passou a contar com três modalidades. A Modalidade I é o Fies propriamente dito, enquanto as modalidades II e III são chamadas de Programa do Financiamento Estudantil (P-Fies).

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A Modalidade I oferece 100 mil vagas a juros zero. Com essa modalidade, o estudante pode ter de 50% a 100% do valor do curso financiado. Essa modalidade é totalmente feita com recursos da União.

A modalidade II oferta 150 mil vagas para os estudantes e, ao contrário da Modalidade I, há uma taxa de juros, que é definida pela instituição financeira que faz o financiamento. A modalidade é destinada aos estudantes do Centro-Oeste, Nordeste e Norte do Brasil. Os recursos dessa modalidade são advindos dos Fundos Constitucionais e de Desenvolvimento.

A Modalidade III, por sua vez, tem 60 mil vagas, e as taxas de juros seguem o modelo da Modalidade II. Universitários do Brasil inteiro têm direito a essa vaga. O BNDES é responsável pelos recursos dessa modalidade.

Quais são os critérios para solicitar o Fies?

Para conseguir o financiamento, o estudante precisa cumprir alguns requisitos.

O Fies é exclusivo para os estudantes que tenham participado de alguma edição Enem a partir do ano de 2010. Além disso, o estudante não pode ter obtido nota menor que 450 no Enem e também não pode ter tirado zero na redação.

Além disso, cada modalidade do Fies possui uma restrição relacionada a renda familiar bruta do estudante. Para a Modalidade I, é necessário que a renda familiar bruta não seja maior do que três salários para obter o financiamento. Já as modalidades do P-Fies, as Modalidades II e III, a renda familiar bruta não pode ser maior do que 5 salários mínimos.

A Modalidade II possui uma outra restrição, ela é exclusiva das regiões Norte, Nordeste e Centro-oeste. As demais modalidades não possuem restrições regionais.

É preciso ficar atento também os documentos solicitados pela Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA) da instituição de ensino. Depois de validados pela CPSA, o estudante deve apresentar esses documentos a instituição financeira.

Ao conseguir o financiamento, o estudante também é obrigado a cumprir alguns requisitos, como manter uma determinada frequência nas aulas, ter uma nota mínima e formar dentro de um número de anos estipulados.

Quais cuidados devem ser tomados com o Fies?

O financiamento estudantil pode ser um grande facilitador para realizar o sonho de obter um diploma. Entretanto, para evitar que o crédito estudantil se transfome em uma dívida gigantesca no futuro, é importante que o estudante tome alguns cuidados ao solicitar o FIES.

Com o fim do período de carência, o estudante é obrigado a pagar as parcelas do Fies logo ao se formar. Isso é um grande problema, pois o estudante é obrigado a pagar mesmo se não estiver empregado.

O Fies não deixa de ser uma linha de crédito e, portanto, pode trazer problemas ao pedir outro tipo de empréstimo. Portanto, é importante ter um bom planejamento financeiro ao solicitar o Fies.

Vale lembrar que caso haja desistência, o financiamento deverá ser pago mesmo assim. Em caso de troca de curso, existe a possibilidade de transferir o financiamento para o curso desejado, desde que haja permissão do credor.

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