Como a pandemia afetou o mercado mundial

A pandemia de coronavírus, que teve início na China, já se espalhou por diversas cidades do mundo e não trouxe impactos somente para a saúde. A pandemia está afetando vários setores da economia mundial, provocando um temor por uma recessão no mercado global. Muitos especialistas já afirmam que a economia mundial demorará muitos anos até se recuperar novamente.

No post de hoje, veremos quais foram os principais impactos e consequências da pandemia no mercado mundial.

A queda das bolsas de valores

A desaceleração da produção industrial e as mudanças no consumo provocadas pela pandemia do novo coronavírus e, também, pelos lockdown e pelas medidas de isolamento social, estão afetando negativamente as bolsas de valores pelo mundo todo.

A pandemia provocou uma queda histórica nas bolsas de valores. Os Estados Unidos, por exemplo, tiveram o pior primeiro trimestre desde o ano de 1987. As estimativa de perdas mercadológicas mundiais, ainda no mês de fevereiro, já eram de aproximadamente US$ 14 trilhões. Essa queda é a maior desde a crise financeira de 2008.

No mês de março, houve um corte extraordinário na taxa básica de juros da Federal Reserve estadunidense. Isso foi sentido como um indício da gravidade da crise. Outras instituições de outros países, como o Canadá, Japão e países pertencentes à União Europeia, também anunciaram ações para regular os dólares em circulação.

Ainda em março, as bolsas asiáticas também sofreram queda, assim como as bolsas europeias, mesmo que o continente tenha sido afetado pela pandemia depois da Ásia.

No Brasil, o índice Ibovespa chegou a registrar queda acumulada de 30% em maio. Além da queda, ocorreram seis circuit breakers só em março e abril.

A doença também fez com que a demanda pelo petróleo caísse, fazendo com que o preço também desabasse. A queda foi tamanha, que o petróleo chegou a ter um preço negativo durante a pandemia.

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As empresas de turismo e companhias aéreas também perderam valor de mercado e suas projeções mercadológicas para o ano foram revistas.

Os bancos centrais, temendo a recessão global, estão reduzindo juros e anunciando medidas de estímulo e socorro financeiro. Muitos governos também estão liberando dinheiro para reduzir os danos econômicos do coronavírus.

Apesar da queda, alguns setores tiveram crescimento mesmo com a crise. Os principais exemplos são as plataformas de streaming, empresas de delivery e a indústria de jogos eletrônicos.

Queda na economia global

Segundo relatório divulgado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), o desempenho econômico mundial em 2020 pode ser o pior desde a Grande Depressão, em 1929.  O Produto Interno Bruto (PIB) mundial pode cair até 3% este ano.

O relatório também aponta que os países desenvolvidos terão uma retração de 6,1% em sua atividade econômica, enquanto os países com economias em desenvolvimento, o recuo deve alcançar os 1%. O FMI também estimou que os Estados Unidos tenham uma retração de 5,9%, enquanto a China terá uma alta na economia de 1,2%, após ter apresentado crescimento de 6,1% no ano de 2019.

Ainda segundo o relatório do FMI, 80% de todos os países reconhecidos (153 países de 193) terminarão o ano de 2020 com a atividade econômica reduzida.

Principais impactos da crise no mercado global

As indústrias de diversos países de todo o mundo tiveram que suspender as atividades por causa do isolamento social, que é a principal estratégia para mitigar a propagação da Covid-19. Somente as empresas de setores considerados essenciais não tiveram as atividades paralisadas.

Essas mudanças estão causando muitos impactos aos mercados financeiros de diversos países e, para piorar, as projeções não estão se mostrando nem um pouco positivas, tanto que estimativa feita em 2019, que estimava crescimento de 3,4% no ano de 2020, estão bem longe da realidade.

O FMI prevê retração de 3% no mercado financeiro, o que pode até parecer pequeno em teoria, mas que na verdade representa uma queda com mais de 6% com relação ao que havia sido previsto no ano passado.

O mercado de trabalho e a crise

Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), a paralisação econômica que a pandemia está causando pode custar o fim aproximadamente 25 milhões de postos de trabalho. Esse aumento no desemprego é maior do que o provocado pela crise econômica de 2008, que foi de 22 milhões de postos.

A OIT também divulgou que o número de pessoas em trabalhando em subempregos teve aumento e que a perda de renda entre trabalhadores pode chegar a até 3,4 milhões. Espera-se também que uma redução na jornada de trabalho e em salários.

Nota-se também mudanças no modo de trabalhar de muitas categorias. Com a adesão ao isolamento social, muitas pessoas tiveram que aderir ao home office, isto é, passaram a trabalhar de casa.

De acordo com especialistas, trabalhadores das áreas de tecnologia da informação, saúde, telecomunicações, comércio eletrônico e alimentício possuem menos chances de perder o emprego.

 

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