Brasil Registra Perda de 10,9 mil Vagas de Emprego em Junho

A Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia divulgou, no dia 28 de julho, os dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) sobre a empregabilidade no país referentes ao mês de junho.

Os números mostraram que, mesmo com a pandemia do novo coronavírus, a quantidade de admissões cresceu consideravelmente no mês, mas o número de demissões ainda continuou maior.

De acordo com os dados do Novo Caged, 906.444 trabalhadores do mercado formal perderam seus empregos, enquanto 895.460 trabalhadores conseguiram um novo emprego no mês de junho. Sendo assim, o saldo do mês ficou no negativo, com 10,9 mil postos de trabalho a menos.

Melhor porcentagem em relação ao mês de maio

Ainda que o saldo de empregos tenha ficado no negativo em junho, os dados do Novo Caged mostram que houve uma melhora com relação mês de maio, já que o saldo do mês foi de 350.303 vagas negativas.

Além disso, os números da Secretaria do Ministérios da Economia também mostraram que o número de admissões aumentou e o de demissões caiu com relação ao mês anterior.

As demissões caíram em 16% (166.799), enquanto que o número de admissões subiu para 24% (172.520).

O número de admissões e demissões do primeiro semestre

Com a pandemia, o primeiro semestre de 2020 fechou com um saldo negativo no que diz respeito ao mercado de trabalho formal. Segundo os dados divulgados pela Secretaria, o mercado de trabalho terminou o semestre com o saldo negativo de 1.198.363 de demissões.

O saldo negativo é o resultado de 6.718.276 novos postos de trabalho e 7.916.639 demissões de trabalhadores.

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Ainda de acordo com os dados da Secretaria, o semestre terminou com total de 37.611.260 brasileiros trabalhando com a carteira assinada. Os trabalhadores contratados em junho tiveram, em média, um salário de R$ 1.696,92.

Os setores com melhor e pior desempenho

Entre os principais setores da economia brasileira, o da agropecuária, como já era esperado, foi o que teve o melhor desempenho no mercado de trabalho. No mês de junho, o setor gerou 36.936 novos postos de trabalho. Seguida da agropecuária, a área da construção civil também terminou o mês de junho com um saldo positivo, com 17.270 novos postos de trabalho.

Os setores mais afetados pela crise do coronavírus ainda ocupam os lugares com o maior número de demissões. O setor de comércio teve 16,646 demissões a mais do que contratações. O setor de serviços, por sua vez, terminou o mês com um número de demissões maior ainda, fechando 44.891 postos de trabalho.

Os dados de cada Região do país

As regiões Centro-Oeste, Norte e Sul foram as que tiveram melhores resultados entre as demais, já que o saldo ficou positivo. O saldo dessas regiões ficou em 10.010, 6.547 e 1.699, respectivamente.

A Região Sudeste acabou ficando com o pior resultado do mês, perdendo 28.521 vagas em junho. O Nordeste, por sua vez, também terminou o mês com um saldo negativo, como 1.341 demissões.

Entre os Estados, Mato Grosso registrou o melhor resultado, tendo 6.709 novos postos de trabalho em junho. O Rio de Janeiro, entretanto, teve o pior resultado, registrando o fechamento de 16.801 vagas de emprego.

O saldo do mês de junho trouxe otimismo para o mercado de trabalho

Mesmo que o mês junho tenha fechado com mais postos de trabalho fechados do que criados, os especialistas acreditam que os números podem significar uma recuperação da economia brasileiro e para o mercado de trabalho, já que o mês foi o que teve o menor número de demissões em relação ao mês anterior e isso pode ser um indicativo de que a reabertura poderá trazer benefícios à economia.

Os números do trabalho intermitente e do trabalho em tempo parcial

Os dados divulgados pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia também mostraram um aumento de contratações na modalidade de trabalho intermitente. Esse regime de trabalho criado na Reforma Trabalhista de 2017, em que o trabalhador é convocado para realizar atividades esporadicamente com intervalos de inatividade, que podem ser longos ou curtos,

O saldo da modalidade, como dito anteriormente, foi positivo, com 5.223 novos postos de trabalho. O saldo positivo é resultado de 11.848 admissões e 6.625 demissões. Os dados do Novo Caged ainda mostraram que 79 trabalhadores tiveram mais de um contrato de trabalho intermitente em junho.

No entanto, os números do trabalho em regime de tempo parcial, modalidade de trabalho cuja duração é menor que 30 horas semanais, foram diferentes do trabalho intermitente.

A modalidade teve 5.889 admissões e teve 11.461 desligamentos, fechando o mês com o saldo negativo de -5.572 postos de trabalho. 19 trabalhadores foram registrados com mais de um contrato nesta modalidade.

 

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