Banco Central anuncia cédula de 200 reais

O Banco Central anunciou nesta quarta, dia 29 de julho, que uma nova cédula, cujo valor será de R$ 200, entrará em circulação no país até o final de agosto. Serão impressas 450 milhões de cédulas até o final do ano. É a primeira vez, em 18 anos, que o Real ganhará uma cédula de novo valor.

No que diz respeito à aparência da nota, o Banco Central só divulgou que o lobo-guará será o animal estampado na cédula.  Outras informações ainda não foram reveladas, porque, de acordo com a administração do Banco Central, a cédula ainda está em fase de testes de impressão e recomenda-se que nenhum elemento da cédula seja revelado até ela estar pronta.

A nova cédula está sendo alvo de muitas polemicas e também está gerando muitas dúvidas. Com isso, buscamos apurar as principais questões e fizemos este post expondo os principais motivos para a criação da nova cédula, além de mostrar no que isso acarreta.

Quais os motivos por trás da polêmica?

O anúncio da nova cédula pegou muitos brasileiros de surpresa, afinal de contas, o Banco Central não havia noticiado em momento algum que o lançamento da nova nota estava sendo planejado.

Muitas pessoas acreditaram que a nova cédula de R$ 200 poderia ser um indicativo de desvalorização da moeda. Entretanto, isso não está acontecendo. Provavelmente as pessoas associaram o valor da cédula aos momentos de alta inflação, quando começaram a surgir notas de valores altíssimos.

É compreensível que as pessoas façam essa associação, entretanto, os economistas apontam que não risco do país voltar a ter inflação alta. Já que a economia está em retração, por causa da crise do coronavírus, espera-se que a inflação fique abaixo dos 2% em 2020. Segundo o Banco Central, a inflação, além de estar baixa, é estável e está sob controle.

Muitas pessoas questionaram o lançamento da nova nota, alegando que, devido a pandemia, o governo não deveria estar dando prioridade ao lançamento de uma cédula, mas sim concentrando esforços para combater o vírus.

Algumas pessoas também disseram que a nova cédula facilitará esquemas criminosos, como a lavagem de dinheiro. O próprio Banco Central respondeu a essas críticas, afirmando que o Brasil possui um arcabouço elevado contra crimes dessa natureza e que esse tipo de crime não depende do valor das notas.

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Por que o Banco Central anunciou a cédula de R$ 200 logo agora?

Em muitos países, a circulação de cédulas está se tornando cada vez menor, sendo que alguns estabelecimentos, devido a pandemia, nem estão aceitando dinheiro vivo. No entanto, a administração do Banco Central afirmou que percebeu a existência de demanda por parte da população para que haja mais dinheiro físico em circulação. A nova cédula, portanto, visa atender essa demanda.

Já que a crise do coronavírus está causando muita incerteza, tende a ocorrer um fenômeno conhecido como entesouramento. Isto é, as pessoas começam a sacar mais dinheiro e passam a guarda-lo, pois temem que o dinheiro possa ser tomado. Com isso, o número de notas em circulação aumenta.

Há números que comprovam esse aumento. Em março a quantidade de dinheiro vivo nas mãos da população era de aproximadamente R$ 216 bilhões. No mês de julho, a quantidade subiu para R$ 277 bilhões.

Os gastos do governo com a impressão de cédulas também justificam a criação da nota. Em julho, o Banco Central teve gastos extras com a impressão de dinheiro, o valor gasto foi de aproximadamente R$ 437 milhões.

A necessidade de fazer frente ao auxilio emergencial é uma outra justificativa dada pelo Banco Central. As cinco parcelas já aprovadas têm valor estimado de R$ 160 bilhões, e boa parte dos beneficiados estão preferindo sacar o dinheiro.

Preocupações com o troco

Comerciantes e motoristas de taxis ou de aplicativos, estão preocupados com a possibilidade da nova cédula atrapalhar o troco. Afinal de contas, o consumidor pode pagar com qualquer quantia, enquanto o fornecedor do serviço deve se preparar com antecedência para ter sempre dinheiro suficiente para o troco.

O setor do varejo, em sua maioria, não terá muitas preocupações nesse sentido, já que o valor médio gasto pelo consumidor nessas lojas é de R$ 50 reais. Em restaurantes, bares e lanchonetes, entretanto, a dificuldade com o troco pode se tornar uma realidade, já que a média com gastos lá é menor. No entanto, as compras com dinheiro vivo nesse tipo de comércio costumam ser bem menores do que as feitas com cartão crédito, o que pode ser a salvação para esses estabelecimentos.

Os taxistas e motoristas de aplicativos, por sua vez, também estão preocupados com o troco. Como a maioria das pessoas paga, atualmente, a corrida por meios eletrônicos, eles já não andam com muito dinheiro e, portanto, a nova cédula pode dificultar o trabalho deles.

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